"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". O canalha dito popular definitivamente parece nortear o modus operandi dos barões da mídia tupiniquim. Tendo que conviver com a perda gradual de audiência de seus veículos e com a queda nos lucros, numa cartada desesperada tentam assegurar o monopólio da informação em terras nacionais, por meio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que trabalha para que o conteúdo jornalístico de portais da web fique restrito a empresa nacional.
A proposta da Abert, de certa forma, é até compreensível, não fosse a "ficha corrida" de quem a defende. São justamente os barões da mídia representados pela entidade os críticos mais contumazes de tudo que acreditam ser "monopólio estatal", principalmente no caso do petróleo. Foi a Abert que, depois de trabalhar nos bastidores com a Associação Nacional de Jornais (ANJ) para derrubar exigência do diploma para a profissão de jornalista, acenou entusiasmadamente para o fim de uma suposta restrição à liberdade de expressão. Liberdade. Livre concorrência. Meritocracia. Papo furado.
A proposta da Abert, de certa forma, é até compreensível, não fosse a "ficha corrida" de quem a defende. São justamente os barões da mídia representados pela entidade os críticos mais contumazes de tudo que acreditam ser "monopólio estatal", principalmente no caso do petróleo. Foi a Abert que, depois de trabalhar nos bastidores com a Associação Nacional de Jornais (ANJ) para derrubar exigência do diploma para a profissão de jornalista, acenou entusiasmadamente para o fim de uma suposta restrição à liberdade de expressão. Liberdade. Livre concorrência. Meritocracia. Papo furado.
Logo após derrubarem a exigêncio do diploma, os barões da mídia asseguraram que empregariam em suas redações jornalistas por formação. A Folha, ao que tudo indica, furou a panela
Ora, parece que há um comportamento bipolar de quem detém o monopólio da comunicação no país. Se os defensores do projeto são os mesmos que entendem que não é preciso especialização para a atividade jornalística, a proposta de assegurar para si a produção de conteúdo noticioso na internet brasileira não faz sentido algum. Colocando os pingos nos "is": para os barões da mídia, liberalismo é bom, mas só vale para os outros.
